Recorte 29 - Como sobreviver no Mundo??/
Recorte 28 - Chinelo Velho
Recorte 27 - Com que roupa?
Com que roupa vou estar daqui um tempo?
Recorte 26 - Adulto
Fernando Pessoa
Leio alguns versos de Fernando, e logo penso:
Pessoas que acreditam...
Peço todos os dias pra ser criança de novo
Poder chorar
Poder errar
Poder sentir. Por que ninguém mais gosta de sentir?
Adultos amargos e adulteros...é o que nos tornamos
Traimos nossas crenças, verdades. Traimos nosso coração, e tudo por pra que?
Para nos sentirmos menos humanos talvez.
Por que se tornou tão comum não respeitar o sentimento do outro?
Adultos céticos e imorais...Quero ser criança de novo!
Adultos cínicos e egoistas...Quero ser criança de novo!
Adultos...Quero ser criança de novo!
Tenho percebio que ser adulto me impede de ser quem sou pra não me machucar
Tenho percebido que ser adulto me torna amarga e insensível
Tenho percebido que ser adulta tem me deixado a mercer da idiotice humana
Tenho percebido que ser adulta tem consumido alguns de meus sentimentos mais puros
Recorte 25 - Vento vai

Por Camila Muniz:
Ele me tocou
Era suave e feroz
Era frio e quente
Tocou em cada parte de mim
Tentei segurá-lo mais foi em vão
Ele se foi tão depressa que nem pude vê-lo partir
Escapou entre meus dedos fracos e inuteis
Mãos não firmes que o deixaram ir
Pude sentir seu ultimo beijo......leve, docê e sem cor.
Seu ultimo cheiro...que agora vive ao meu redor como se fosse parte de mim
Seu ultimo toque, agora parte da pele que me cobre
Posso senti-lo em meus pulmões.
Me recordar como era quando ele me tinha
Não sei como é të-lo e isso quase me sufoca
Posso sentí-los nos meus dias e noites
Tem dias que ele não vem...a noite é quente e sem vida...
E quando ele volta me encarrego de continuar minha saga falível
Tento agarrá-lo pra mim, mais o vento sempre se vai, me toca a pele pálida e escapa entre minhas mãos....
Recorte 24 - Fome

Por Camila Muniz:
Queria conseguir definir os sentimentos e atitudes tão bem quanto Arnaldo Jabour
E ouso usar do titulo de umas de suas crônicas para expor o que mais vejo em nossa medicore vida moderna.
"ESTAMOS COM FOME DE AMOR" diria ele
E eu complementaria "E COM SEDE DE HUMANINADE"
Mais do que falta de amor, sentimos falta de esperança, confiança.
É inevitável não se perguntar: onde foram as cartas de amor?
As coisas importantes se tornaram bobas
E as coisas bobas importantes, Pessoas se tornam números e ainda temos que achar isso legal.
Que somos egoístas já sabia, mais estamos nos tornando patéticos.
"ESTAMOS COM FOME DE AMOR" eu repito
Será que ninguém quer mais vê com os olhos do coração?
Por que riem de nós quando expomos nossos sentimentos?
E por que não riem mais dos palhaços, eles sim esperam gargalhadas.
Tudo que vejo são homens com seus porretes na mão puxando mulheres pelo cabelo
Hoje tem o contrário também, a "igualdade" conquistada pelas mulheres.
Além disso? só corações gritando "ESTAMOS COM FOME DE AMOR"
Recorte 23 - Ponto Rosa (Título by Uilton Sandes)
E no meio daquele tanto de cor ele se misturava e não se achava mais
Cores entravam e saiam e lá ia ele tentar se achar novamente
Às vezes ele se sentia sozinho
Lá ia ele se juntar
Se atrapalhar
Se desorientar
Procurava iguais, e não achava
Achava vermelho, laranja, lilás
Rosa? Somente ele, aquele pequeno ponto jogado no canto
Chegou a pintar-se de branco, amarelo e azul.
Nada funcionou, nada o fazia igual.
Assumiu-se rosa, correndo o risco e sumir
Hoje o ponto rosa e pequeno é cada vez mais rosa
Mais ele não se importa mais... De onde ele veio certamente sobrou mais alguém além dele...



