Recorte 66
Por Camila Muniz:
E que falta eu sinto daquele sorriso largo, largado nas manhãs de final de semana.
e que falta me faz dormir no sofá,
fazer o jantar, rejeitar o café...
Saudade de desafinar na musica de Roberto Carlos, somente pra dizer como e grande o meu amor por você.
E só esta noite eu desejo tudo escuro
Sem nenhuma luz , sem nenhum som...
Eu desejo um sono sem sonhos,
Um clima sem vento e sem calor
Um não virar na cama, um se contentar com o lençol
Só pra não ter que acordar e voltar a pensar
A sentir, a ouvir o meu choro engasgado
A sentir os meus olhos inchados
Esta noite não quero nem preces
Não quero saber que tenho mente ou pensamentos
Esta noite eu só quero ser pedra
Dura e imóvel não me importa a cor
Esta noite eu só quero dormir
Sem desculpas
Sem tristeza
Sem amor
Sem dor
Essa noite eu não quero mais nada além do escuro.
Recorte 63 - E de que adianta?
se nem mesmo sei o que dizer...
O que adianta tentar juntar palavras para dizer quem eu sou, ou como estou,
se as palavras mais parecem um rascunho mal feito de mim,
E algumas coisas são tão banais e repetitivas, e de que adianta insistir?
não sei por que quero tanto dizer, se de nada adianta no que eu devo fazer.
E como diria Zeca Baleiro "Não adianta o mar e nem a sua dor"
E de que adiantam cartas não correspondidas, promessas não cumpridas, verdades não ditas, e de que adianta o outro?
E de que adianta o tempo? se nem sei o que o tempo é...
Hoje precisa-se de tempo para tudo, quase nada pode simplismente acontecer.
E o tempo está presente na ausência e está presente na presença. Divide-se o tempo para comer, para falar, para sorrir e até mesmo para ter tempo. É tão injusto ter tempo contado para ser feliz.
Você corre o tempo todo para dar tempo de fazer tudo...e no final das contas o tempo acaba...
Então de que adianta o tempo, se tudo que ele faz é nos tomar tempo?
E de que adianta escrever se as palavras não formam sentindo...um texto abstrato de razão.
Eu não sei mais para quê servem as coisas...Não sei mais o que adianta ou não....
Recorte 62 - O que tem pra hoje?
Recorte 61
Recorte 60 - Pra recomeçar!!!
Recorte 59...Fugindo do Contexto
Hoje vou fugir um pouco do contexto, nada de textos, nada de versos, só um vazio que vem de tudo e de nada ao mesmo tempo, uma dor sem causa, um chorar sem podas. As delimitações dos meus pensamentos se tornaram finas linhas, eles vagam, eles se perdem e não se acham mais.
As costuras que prendem uma parte na outra para que nos tornemos alguém com um certo equilibrio, se soltam a minha volta, as linhas podres se arrebentam e desprendem os pedaços do que eu sou. Sinto as palavras fugindo de mim, elas falam, falam e falam, e na verdade a voz não sai.
Cada escolha parece um fracasso cada vez maior, eu louca insinuo um sorriso no espelho para mostrar que estou sobre controle...é um sorriso molhado de lágrimas de alguém que não sabe mais qual a razão. O mundo parece tão oco, as pessoas parecem tão falsas, eu pareço tão cruel...
Recorte 58
Recorte 57 - ...
É engraçado o quanto vamos nos tornando repetitivos, quero dizer tanto coisa...só que tudo sempre se reveste das mesmas palavras...não consigo escolher palavras novas e nem inventar palavras que posso significar o que quero dizer..
Por Camila Muniz:
preciso uma palavra maior. Uma que saiba escalar montahas, e que grite em tons... tão forte e
Recorte 56...
Recorte 55
sem se preocupar com a dor, se por acaso o arrame nela se enroscar. Ela não tem medo por imaginar a dor,
ela simplismente pula e vê o que acontece...
Eu vou pular a cerca e vou ver o que acontece.
e eu acreditar que posso mesmo ser feliz
Se eu disser que a lágrima agora vem do sorriso,
e que cada passo meu é guiado pelo coração
Por que agora o vendaval é brisa,
a tempestade é chuva pra dançar a dois
Se eu disser que a arma é desarmada por um riso, por um brilho
que nasce de piadas tortas, por um par de braços, que formam em um único
abraço tudo que eu quero ter.
O calor de um dia frio, é tudo que eu quero ser...
E se eu chegar a conclusão que nada mais tenho a oferecer além de um coração,
cartas sem sentindo, poemas sem contexto e também lábios secos...
Se eu confessar que junto a cada beijo oferecido por estes lábios agora húmidos,
entrego um pedaço do que tenho em mim...não sei se fel, se mel, se céu...
é algo assim, que faz de mim parte do outro a cada encontrar de bocas.
E eu tenho agora uma parte que é minha, que veio junto a um beijo que eu não esperava meu,
e que agora não quero que seja de mais ninguém...
Recorte 54
Busco um jardim entre uma palavra e outra, e a cada passo um espinho
Aquele que entra debaixo da unha...uma dor que fica....e fica chata e incômoda...
Sou uma exímia egoísta, não consigo sorrir se tudo dá errado pra mim...
Na verdade até consigo sorrir, o público agradece e o escuro me conforta.
Seguro as vezes um grito rôco...assim não ensurdeço àqueles que eu quero bem, que me querem bem.
Eu conto o tempo pro tempo acabar mais depressa...
Eu afasto quase sem querer os que eu quero perto...
Sou uma impetuosa inconformada...tudo parece tão banal...
Eu me sinto tão banal...
recorte 53 -
Recorte 52 - Só por hoje
Recorte 51 - Tempo que não passa...
O tempo não passa..
O relógio não corre
Cada minuto parece tão longo que posso cochilar
Quase posso dormir, quase posso sonhar
O tempo não passar e passa...os dias correm
Os minutos agonizam e continuam inertes
Eu podeira criar uma história em apenas um dos meus segundos demorados
Meu relógio parece quebrado, o relógio do mundo parece quebrado
Só os calendários funcionam..os dias passam e cada minuto meu sofre comigo o vento que não venta, a folha que não cai
Meu relógio tá travado, ele só marca 13:09
Quero minutos mais rápidos e dias mais longos...
Recorte 50 - Pq acertar?
Recorte 49 - Desenho
Recorte 48 - O Beijo
Por Camila Muniz:
é meramente um beijo que se faz de qualquer SEM SER...
Recorte 47 - Misturando frases
"Você que inventou a tristez, ora tenha a fineza de desinventar" ( Chico Buarque)
Por Camila Muniz:
É quente o ar não respirado nos pulmões saudáveis
Tendo eu um coração doente
Um vagar sem destino preso nessa mente,
Que só faz pensar no impensável, no irrevogável ser que me adoeceu em risos.
É quente a o suspiro na noite fria
O olhar sem norte percorrendo, risos, traços, faros...e nada.
A mão sem ter onde tocar, saliente de um corpo que não sabe nem se achar.
É mais que soar de um tambor sem ritmo, é a pele definhando e mostrando a carne feia
E triste, alegre de um estar mostrando o que de fato é.
É seca a saliva que me desce na garganta...cercada de palavras que eu não sei dizer
É ser a flor que implora água, que seca morre, sem o dialeto certo aprender
É frio agora não saber de nada, não saber se sou, ou se deixei na estrada
Tudo o que de fato era, ou tudo que de fato eu queria ser...







