Recorte 63 - E de que adianta?
se nem mesmo sei o que dizer...
O que adianta tentar juntar palavras para dizer quem eu sou, ou como estou,
se as palavras mais parecem um rascunho mal feito de mim,
E algumas coisas são tão banais e repetitivas, e de que adianta insistir?
não sei por que quero tanto dizer, se de nada adianta no que eu devo fazer.
E como diria Zeca Baleiro "Não adianta o mar e nem a sua dor"
E de que adiantam cartas não correspondidas, promessas não cumpridas, verdades não ditas, e de que adianta o outro?
E de que adianta o tempo? se nem sei o que o tempo é...
Hoje precisa-se de tempo para tudo, quase nada pode simplismente acontecer.
E o tempo está presente na ausência e está presente na presença. Divide-se o tempo para comer, para falar, para sorrir e até mesmo para ter tempo. É tão injusto ter tempo contado para ser feliz.
Você corre o tempo todo para dar tempo de fazer tudo...e no final das contas o tempo acaba...
Então de que adianta o tempo, se tudo que ele faz é nos tomar tempo?
E de que adianta escrever se as palavras não formam sentindo...um texto abstrato de razão.
Eu não sei mais para quê servem as coisas...Não sei mais o que adianta ou não....
Recorte 62 - O que tem pra hoje?
Recorte 61
Recorte 60 - Pra recomeçar!!!
Recorte 59...Fugindo do Contexto
Hoje vou fugir um pouco do contexto, nada de textos, nada de versos, só um vazio que vem de tudo e de nada ao mesmo tempo, uma dor sem causa, um chorar sem podas. As delimitações dos meus pensamentos se tornaram finas linhas, eles vagam, eles se perdem e não se acham mais.
As costuras que prendem uma parte na outra para que nos tornemos alguém com um certo equilibrio, se soltam a minha volta, as linhas podres se arrebentam e desprendem os pedaços do que eu sou. Sinto as palavras fugindo de mim, elas falam, falam e falam, e na verdade a voz não sai.
Cada escolha parece um fracasso cada vez maior, eu louca insinuo um sorriso no espelho para mostrar que estou sobre controle...é um sorriso molhado de lágrimas de alguém que não sabe mais qual a razão. O mundo parece tão oco, as pessoas parecem tão falsas, eu pareço tão cruel...
Recorte 58


