In:

Recorte 58


Por Camila Muniz:


Se a verdade é falsa, procuro esqucê-la,

"Mentiras sinceras não me interessam."


Se na despedida a lágrima cai, procuro secá-la,

"Sorrir quando a dor te torturar e saudade atormentar os seus dias tristonhos, vazios."


Se as palavras machucam, procuro não ouví-las,

"Mas acredite, meu coração ainda sabe fingir."


Se o passado é presente, procuro um futuro onde a escolha seja eu, e ele não esteja mais,

"São as águas passadas, escolhe uma estrada, e não olhe pra trás."


Se os gestos de afeto me faltam, procuro tirar deles a importância que já tiveram,

"More than words to show you feel. That your love me is real."


Se os sentimentos já não fazem sentindo...

"Eu só digo a quem me pede que eu tenha um bom coração, que me dê uma razão."

In:

Recorte 57 - ...

É engraçado o quanto vamos nos tornando repetitivos, quero dizer tanto coisa...só que tudo sempre se reveste das mesmas palavras...não consigo escolher palavras novas e nem inventar palavras que posso significar o que quero dizer..


Por Camila Muniz:


Quando um coração bate a ponto de sentirmos que ele de fato existe,

a vida começa e termina nas variações em que sua força toca nosso peito.


E as palavras atravessam a boca, como quem atravessa um rio, e chegam aos lábios
já com sua significância deixada á margem, por que ela ja perdeu seu sentido , e é
preciso uma palavra maior. Uma que saiba escalar montahas, e que grite em tons... tão forte e
intensa como a batida de um coração.
Os versos se perdem antes de chegarem a rima, por que nada faz muito sentido, nada
tem muita razão, e quem por hipocrisia acha que manusear esse sentimento, esse batimento involuntário, se perde ao não achar sentindo no que se assemelha a esse nó revestido de gelo
no estômago, e que não se parece com ansiedade nem medo, ou talvez o seja...por que de certa
forma tem um "quê" de medo misturado a isso, um medo de tudo e nada...uma coragem de tudo e nada. Uma coragem assustadora...é como ser um pássaro que não sabe se sabe voar, mas sente que é só bater as asas e deixar que tudo se faça sozinho.

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Recorte 56...


Por Camila Muniz:


Eu não sei qual a minha função em ser pessoa,

Confundo-me em ser erro, sempre erro.

Nunca sou o que esperam de mim,

Espero que não esperem nada de mim.

Não posso criar meus proprios passos na musica,

Não posso apenas querer o que eu quero.

Tenho que querer o que os outros querem...tão estranho e tão normal.

So preciso de um copo de agua, então não me ofereça o mar.

So preciso de um pouco de ar, então não me ofereça o vento...por que ue so preciso respirar um pouco mais.

Então não me culpe por querer somente um abraço, era tudo o que eu esperava, era tudo o que eu precisava.

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Recorte 55


Eu volto a entender por que criança é mais feliz, por que criança sente tudo...criança pula a cerca
sem se preocupar com a dor, se por acaso o arrame nela se enroscar. Ela não tem medo por imaginar a dor,
ela simplismente pula e vê o que acontece...
Eu vou pular a cerca e vou ver o que acontece.




Por Camila Muniz:


E se tudo agora fizer um pouco mais de sentindo
e eu acreditar que posso mesmo ser feliz
Se eu disser que a lágrima agora vem do sorriso,
e que cada passo meu é guiado pelo coração
Por que agora o vendaval é brisa,
a tempestade é chuva pra dançar a dois
Se eu disser que a arma é desarmada por um riso, por um brilho
que nasce de piadas tortas, por um par de braços, que formam em um único
abraço tudo que eu quero ter.
O calor de um dia frio, é tudo que eu quero ser...
E se eu chegar a conclusão que nada mais tenho a oferecer além de um coração,
cartas sem sentindo, poemas sem contexto e também lábios secos...
Se eu confessar que junto a cada beijo oferecido por estes lábios agora húmidos,
entrego um pedaço do que tenho em mim...não sei se fel, se mel, se céu...
é algo assim, que faz de mim parte do outro a cada encontrar de bocas.
E eu tenho agora uma parte que é minha, que veio junto a um beijo que eu não esperava meu,
e que agora não quero que seja de mais ninguém...

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Recorte 54


Por Camila Muniz:


Podiam ser flores! É podiam ser flores esses traços
Busco um jardim entre uma palavra e outra, e a cada passo um espinho
Aquele que entra debaixo da unha...uma dor que fica....e fica chata e incômoda...
Sou uma exímia egoísta, não consigo sorrir se tudo dá errado pra mim...
Na verdade até consigo sorrir, o público agradece e o escuro me conforta.
Seguro as vezes um grito rôco...assim não ensurdeço àqueles que eu quero bem, que me querem bem.
Eu conto o tempo pro tempo acabar mais depressa...
Eu afasto quase sem querer os que eu quero perto...
Sou uma impetuosa inconformada...tudo parece tão banal...
Eu me sinto tão banal...

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recorte 53 -


Por Camila Muniz


Ë tudo é novo e vazio de novo...

a porta, a mesa, as janelas...não tem janelas!

não vejo o conforto de um sorriso amigo, tudo é tão instável...mecânico.

é como um primeiro dia de aula...

to tentando correr, to tentando pensar,mais o pensamento não vem...

Medo, acho que é medo!!!

O que é desejar? é desejar conseguir?...é desejar saber,? só saber o que quer desejar!!!

o sono é constante e exato, ele funciona quando não posso dormir...

essas palavras saltitando dos lábios da mente, corrente de pés presos...

o corpo duro que não se move..por que tem sempre alguém a olhar,

mesmo que não esteja olhando...

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Recorte 52 - Só por hoje




Por: Camila Muniz


Hoje eu vou cantar a canção mais bonita

Ler o poema mais intenso

Sentir o cheiro mais doce

Dançar a música mais animada ou a mais romântica,

e só por hoje vou deixar que os sorrisos me guiem

Vou andar no caminho das margaridas.

Hoje não vou chorar por amores perdidos,

e nem por feridas que não se cicatrizam.

Vou brilhar como o o sol os meus olhos de jabuticabada.

Hoje vou pular amarelinha na calçada e me sentir criança de novo

Vou sentir sem me importar se mais alguém tá sentindo também.

Vou planejar um presente, escolher um filme vou trocar o sorvete e a TV

por um litro de aguá da chuva,

Vou lavar minha alma com água da chuva.

E só por hoje não vou pensar no amanhã,

só por hoje vou viver o hoje e não, sobreviver ao hoje.